Sobre

O Grupo Capoeira Mandinga tem sede na cidade de São Paulo e atua em várias regiões como São Sebastião (SP), Itaquera (SP), Guainazes (SP), Carapicuíba (SP), Santo Amaro (SP), Alvorada (RS), Santa Maria (RS), Nagoia (Japão).

Ele foi fundado no ano de 1994, por Mauro Porto da Rocha (Mestre Maurão). Discípulo de Mestre Valdenor, é um dos expoentes da capoeira brasileira.

Mestre Maurão segue os fundamentos básicos da Capoeira Regional criada por Mestre Bimba, bem como mantém tradições antigas e incorpora alguns avanços da prática da capoeira. Nossa filosofia de trabalho e os fundamentos adotados são passados pelo Mestre com extrema dedicação e respeito aos nossos antepassados. Por isso, a busca da base e o aperfeiçoamento não só da capoeira como luta, mas também da Cultura Afro-Brasileira como Maculelê, Puxada de Rede e Samba de Roda são de extrema importância dentro do conceito aplicado às atividades.

Essa preservação da Cultura Afro-Brasileira em nosso método de ensino nos leva a estar em constante trabalho de estudo sobre: danças típicas, contos, vestimentas, musicalidade, toques, cantos. O trabalho não está baseado somente em ensinar a cultura, mas, sobretudo em educar, formar e fortalecer nossos alunos de acordo com os princípios éticos e fundamentais para uma vida social digna, transformando no dia-a-dia de crianças e adolescentes em cidadãos plenamente integrados na sociedade.

É desta maneira, com um trabalho sério e estruturado que o Grupo Mandinga se firmou como uma referência no meio da capoeira.


O nome Mandinga

Na opinião comum, a palavra Mandinga está carregada de conotações negativas. Para muitos ela significa feitiço, ou magia negra. Mas o conhecimento da historia nos apresenta um significativo muito diferente:

Os mandingos são um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental. São descendentes do Império Mali. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, cerca de um terço da população mandinga foi embarcada para a América como escravos. Uma parte significativa dos afro-americanos nos Estados Unidos e no Brasil são descendentes de mandingos.

Por ser praticantes do Islam, os mandingos no Brasil eram instruídos e conhecedores da escrita, e suscitavam respeito e fascinação por outras etnias. Eles tinham o hábito de carregar junto ao peito, pendurado em um cordão, pequeno pedaço de couro com inscrições de trechos do Alcorão, que negros de outras etnias denominavam patuá. Eles tinham também o costume de se reconhecer mutuamente recitando trechos do Alcorão uns para os outros. As outras etnias viam, nessa mútua identificação, alguma espécie de magia e alguns poderes extraordinários.

Na capoeira, a palavra Mandinga aparece como uma espécie de savoir-faire que extrapola ao conhecimento teórico da capoeira. É a alma do jogo, a intangibilidade do capoeirista, a capacidade a improvisar e desenvolver gestos fora do normal, parecendo ser mágica. Ser chamado de “mandingueiro” é considerado o melhor elogio que pode ser recebido.

Escolhemos esse nome primeiramente pelo significativo que ele tem na Capoeira, mas também porque ele demonstra em sim mesmo o objeto do nosso trabalho. Assim, temos a forte convicção que um melhor conhecimento da suas raízes, da sua historia e cultura permite ao individuo quebrar os preconceitos, restaurar a confiança em si mesmo, e desenvolver o desejo de participar ativamente e dignamente na sociedade brasileira

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